Lição da Escola Sabatina - 1ºT/2022
:  Hebreus: mensagem para os últimos dias
Lição 2  — 01 a 07 de janeiro:   A mensagem de Hebreus A mensagem de Hebreus

Sábado à tarde Ano Bíblico: Gn 1-3
Verso para memorizar “Ora, o essencial das coisas que estamos dizendo é que temos tal Sumo Sacerdote, que Se assentou à direita do trono da Majestade nos Céus”. (Hb 8:1)

Leituras da semana Hb 1:5-14; Lc 1:30-33; Sl 132:1-5; Hb 2:14-16; 5:1-4; 1Pe 2:9; Hb 8:8-12
Um documento judaico escrito algumas décadas depois do surgimento da carta aos hebreus, por volta de 100 d.C., contém uma oração: “Tudo isso eu disse diante de Ti, Senhor, porque disseste que foi para nós que criaste este mundo. [...] E agora, ó Senhor, eis que essas nações, consideradas nada, dominam sobre nós e nos devoram. Mas nós, Teu povo, a quem chamaste de primogênito, unigênito, zeloso por Ti e muito querido, fomos entregues em suas mãos” (James H. Charlesworth, org., The Old Testament Pseudepigrapha, v. 1 [Hendrickson Publishers, 1983], p. 536).
Os leitores de Hebreus provavelmente tenham sentido algo semelhante. Se eram filhos de Deus, por que estavam passando por tanto sofrimento?
Paulo escreveu a carta aos hebreus para fortalecer a fé dos crentes em meio às provações. Ele lembrou a eles (e por extensão a nós) que as promessas divinas serão cumpridas por meio de Jesus, que está sentado à direita do Pai e que em breve nos levará para casa. Nesse ínterim, Jesus é o Mediador das bênçãos do Pai para nós. Portanto, precisamos nos apegar à nossa fé até o fim.
Domingo, 02 de janeiro Ano Bíblico: Gn 4-7 Jesus é nosso ReiJesus é nosso Rei
O ponto principal de Hebreus é que Jesus é o Governante, que está sentado à direita do Pai (Hb 8:1). Como Deus, Jesus sempre foi o Soberano do Universo, mas quando Adão e Eva pecaram, Satanás se tornou o príncipe deste mundo (Jo 12:31; 14:30; 16:11). Contudo, Jesus veio e derrotou Satanás na cruz, recuperando o direito de governar sobre aqueles que O aceitam como Salvador (Cl 2:13-15).
Hb 8:1 Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus.

Jo 12:31 Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso.

Jo 14:30 Já não falarei muito convosco, porque aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em mim.

Jo 16:11 do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.

Cl 2:13 E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; 14 tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; 15 e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.

Os dois primeiros capítulos de Hebreus focalizam Jesus como Rei.
1. Leia Hebreus 1:5-14. O que é relatado nessa passagem?
Hb 1:5 Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho? 6 E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem. 7 Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos, e a seus ministros, labareda de fogo; 8 mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de eqüidade é o cetro do seu reino. 9 Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros. 10 Ainda: No princípio, Senhor, lançaste os fundamentos da terra, e os céus são obra das tuas mãos; 11 eles perecerão; tu, porém, permaneces; sim, todos eles envelhecerão qual veste; 12 também, qual manto, os enrolarás, e, como vestes, serão igualmente mudados; tu, porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim. 13 Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés? 14 Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?
Esses versos estão organizados em três seções. Cada uma apresenta um aspecto da cerimônia de entronização do Filho. Primeiro, Deus adota Jesus como Seu Filho real (Hb 1:5). Segundo, Deus apresenta o Filho à corte celestial, que O adora (Hb 1:6, 8) enquanto o Senhor proclama o governo eterno do Filho (Hb 1:8-12). Terceiro, Deus entroniza o Filho – a verdadeira atribuição de poder (Hb 1:13, 14).
Uma das crenças mais importantes do NT é que em Jesus Deus cumpriu Suas promessas a Davi (veja 2Sm 7:8-16; Lc 1:30-33). Jesus nasceu da linhagem de Davi na cidade de Davi (Mt 1:1-16; Lc 2:10, 11). Durante Seu ministério, frequentemente O chamavam de “Filho de Davi”. Ele foi executado sob a acusação de afirmar ser “o Rei dos judeus” (Mt 27:37). Pedro e Paulo pregaram que Jesus ressuscitou da morte em cumprimento das promessas feitas a Davi (At 2:22-36; 13:22-37). E João identificou Jesus como “o Leão da tribo de Judá” (Ap 5:5).
2Sm 7:8 Agora, pois, assim dirás ao meu servo Davi: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Tomei-te da malhada, de detrás das ovelhas, para que fosses príncipe sobre o meu povo, sobre Israel. 9 E fui contigo, por onde quer que andaste, eliminei os teus inimigos diante de ti e fiz grande o teu nome, como só os grandes têm na terra. 10 Prepararei lugar para o meu povo, para Israel, e o plantarei, para que habite no seu lugar e não mais seja perturbado, e jamais os filhos da perversidade o aflijam, como dantes, 11 desde o dia em que mandei houvesse juízes sobre o meu povo de Israel. Dar-te-ei, porém, descanso de todos os teus inimigos; também o SENHOR te faz saber que ele, o SENHOR, te fará casa. 12 Quando teus dias se cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. 13 Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. 14 Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; se vier a transgredir, castigá-lo-ei com varas de homens e com açoites de filhos de homens. 15 Mas a minha misericórdia se não apartará dele, como a retirei de Saul, a quem tirei de diante de ti. 16 Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre.

Lc 1:30 Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. 32 Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; 33 ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.

Mt 1:1 Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. 2 Abraão gerou a Isaque; Isaque, a Jacó; Jacó, a Judá e a seus irmãos; 3 Judá gerou de Tamar a Perez e a Zera; Perez gerou a Esrom; Esrom, a Arão; 4 Arão gerou a Aminadabe; Aminadabe, a Naassom; Naassom, a Salmom; 5 Salmom gerou de Raabe a Boaz; este, de Rute, gerou a Obede; e Obede, a Jessé; 6 Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi, a Salomão, da que fora mulher de Urias; 7 Salomão gerou a Roboão; Roboão, a Abias; Abias, a Asa; 8 Asa gerou a Josafá; Josafá, a Jorão; Jorão, a Uzias; 9 Uzias gerou a Jotão; Jotão, a Acaz; Acaz, a Ezequias; 10 Ezequias gerou a Manassés; Manassés, a Amom; Amom, a Josias; 11 Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. 12 Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou a Salatiel; e Salatiel, a Zorobabel; 13 Zorobabel gerou a Abiúde; Abiúde, a Eliaquim; Eliaquim, a Azor; 14 Azor gerou a Sadoque; Sadoque, a Aquim; Aquim, a Eliúde; 15 Eliúde gerou a Eleazar; Eleazar, a Matã; Matã, a Jacó. 16 E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo.

Lc 2:10 O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: 11 é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.

Mt 27:37 Por cima da sua cabeça puseram escrita a sua acusação: ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS.

At 2:22 Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; 23 sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; 24 ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela. 25 Porque a respeito dele diz Davi: Diante de mim via sempre o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja abalado. 26 Por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança, 27 porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. 28 Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na tua presença. 29 Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje. 30 Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono, 31 prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção. 32 A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. 33 Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis. 34 Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, 35 até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés. 36 Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.

At 13:22 E, tendo tirado a este, levantou-lhes o rei Davi, do qual também, dando testemunho, disse: Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade. 23 Da descendência deste, conforme a promessa, trouxe Deus a Israel o Salvador, que é Jesus, 24 havendo João, primeiro, pregado a todo o povo de Israel, antes da manifestação dele, batismo de arrependimento. 25 Mas, ao completar João a sua carreira, dizia: Não sou quem supondes; mas após mim vem aquele de cujos pés não sou digno de desatar as sandálias. 26 Irmãos, descendência de Abraão e vós outros os que temeis a Deus, a nós nos foi enviada a palavra desta salvação. 27 Pois os que habitavam em Jerusalém e as suas autoridades, não conhecendo Jesus nem os ensinos dos profetas que se lêem todos os sábados, quando o condenaram, cumpriram as profecias; 28 e, embora não achassem nenhuma causa de morte, pediram a Pilatos que ele fosse morto. 29 Depois de cumprirem tudo o que a respeito dele estava escrito, tirando-o do madeiro, puseram-no em um túmulo. 30 Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos; 31 e foi visto muitos dias pelos que, com ele, subiram da Galiléia para Jerusalém, os quais são agora as suas testemunhas perante o povo. 32 Nós vos anunciamos o evangelho da promessa feita a nossos pais, 33 como Deus a cumpriu plenamente a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. 34 E, que Deus o ressuscitou dentre os mortos para que jamais voltasse à corrupção, desta maneira o disse: E cumprirei a vosso favor as santas e fiéis promessas feitas a Davi. 35 Por isso, também diz em outro Salmo: Não permitirás que o teu Santo veja corrupção. 36 Porque, na verdade, tendo Davi servido à sua própria geração, conforme o desígnio de Deus, adormeceu, foi para junto de seus pais e viu corrupção. 37 Porém aquele a quem Deus ressuscitou não viu corrupção.

Ap 5:5 Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos.

Hebreus, é claro, concorda com esse conceito. Deus cumpriu Suas promessas a Davi em Jesus: deu a Ele um excelente nome (Hb 1:4), O adotou como Seu próprio Filho (Hb 1:5), estabeleceu Seu trono para sempre (Hb 1:8-12) e O assentou à Sua direita (Hb 1:13, 14). Além disso, Jesus conduz o povo ao descanso de Deus (Hb 4) e é o Edificador da casa de Deus (Hb 3:3, 4).
Hb 3:3 Jesus, todavia, tem sido considerado digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a estabeleceu. 4 Pois toda casa é estabelecida por alguém, mas aquele que estabeleceu todas as coisas é Deus.
Jesus, então, é o Governante legítimo que faz guerra contra Satanás, o usurpador, por nossa lealdade.

Em que sentido é confortador saber que Jesus é o Governante do Universo, especialmente em meio às provações?
Segunda-feira, 03 de janeiro Ano Bíblico: Gn 8-11 Jesus é nosso MediadorJesus é nosso Mediador
Um conceito interessante da teologia do Antigo Testamento é que o prometido Rei davídico representaria a nação perante Deus.
2. Compare Êxodo 4:22, 23 com 2 Samuel 7:12-14; Deuteronômio 12:8-10 com 2 Samuel 7:9-11; e Deuteronômio 12:13, 14 com Salmo 132:1-5, 11-14. Que promessas a Israel seriam cumpridas por meio do prometido Rei davídico?
Ex 4:22 Dirás a Faraó: Assim diz o SENHOR: Israel é meu filho, meu primogênito. 23 Digo-te, pois: deixa ir meu filho, para que me sirva; mas, se recusares deixá-lo ir, eis que eu matarei teu filho, teu primogênito.

2 Sm 7:12 Quando teus dias se cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. 13 Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. 14 Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; se vier a transgredir, castigá-lo-ei com varas de homens e com açoites de filhos de homens.

Dt 12:8 Não procedereis em nada segundo estamos fazendo aqui, cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos, 9 porque, até agora, não entrastes no descanso e na herança que vos dá o SENHOR, vosso Deus. 10 Mas passareis o Jordão e habitareis na terra que vos fará herdar o SENHOR, vosso Deus; e vos dará descanso de todos os vossos inimigos em redor, e morareis seguros.

2 Sm 7:9 E fui contigo, por onde quer que andaste, eliminei os teus inimigos diante de ti e fiz grande o teu nome, como só os grandes têm na terra. 10 Prepararei lugar para o meu povo, para Israel, e o plantarei, para que habite no seu lugar e não mais seja perturbado, e jamais os filhos da perversidade o aflijam, como dantes, 11 desde o dia em que mandei houvesse juízes sobre o meu povo de Israel. Dar-te-ei, porém, descanso de todos os teus inimigos; também o SENHOR te faz saber que ele, o SENHOR, te fará casa.

Dt 12:13 Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. 14 Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; se vier a transgredir, castigá-lo-ei com varas de homens e com açoites de filhos de homens.

Sl 132:1 Lembra-te, SENHOR, a favor de Davi, de todas as suas provações; 2 de como jurou ao SENHOR e fez votos ao Poderoso de Jacó: 3 Não entrarei na tenda em que moro, nem subirei ao leito em que repouso, 4 não darei sono aos meus olhos, nem repouso às minhas pálpebras, 5 até que eu encontre lugar para o SENHOR, morada para o Poderoso de Jacó.

Sl 132:11 O SENHOR jurou a Davi com firme juramento e dele não se apartará: Um rebento da tua carne farei subir para o teu trono. 12 Se os teus filhos guardarem a minha aliança e o testemunho que eu lhes ensinar, também os seus filhos se assentarão para sempre no teu trono. 13 Pois o SENHOR escolheu a Sião, preferiu-a por sua morada: 14 Este é para sempre o lugar do meu repouso; aqui habitarei, pois o preferi.

Israel era filho de Deus, e o Senhor lhe daria um lugar em que descansaria do inimigo. Deus também escolheria um lugar na terra de Israel onde Seu nome habitaria. Essas promessas foram transferidas para o prometido Rei davídico, que seria adotado como Filho de Deus, teria descanso de seus inimigos e construiria um templo para Deus em Sião, onde o nome de Deus habitaria. Isso significa que o Senhor cumpriria Suas promessas a Israel por meio desse Rei, que representaria Israel perante Deus.
A inserção de um representante na relação entre Deus e Israel tornou possível a perpetuação de sua relação de aliança. A aliança mosaica exigia a fidelidade de Israel para receber a proteção e as bênçãos divinas (Js 7:1-13). A aliança davídica, no entanto, garantiu as bênçãos da aliança de Deus sobre Israel por meio da fidelidade de uma pessoa, o Rei davídico.
Infelizmente, na maioria dos casos, os reis davídicos não foram fiéis, e Deus não pôde abençoar Israel como queria. O Antigo Testamento (AT) está repleto de exemplos da infidelidade desses reis.
A boa notícia é que Deus enviou Seu Filho para nascer como Filho de Davi, e Ele é perfeitamente fiel. Portanto, Deus é capaz de cumprir Nele todas as promessas que fez ao Seu povo. Quando Deus abençoa o rei, todo o povo compartilha dos benefícios. É por isso que Jesus é o Mediador das bênçãos divinas para nós. Ele é o Mediador na medida em que é o canal pelo qual flui a bênção divina. Nossa esperança final de salvação está somente em Jesus e no que Ele fez por nós.

Quantas vezes você foi infiel em sua parte na aliança? O que isso nos ensina sobre como devemos confiar exclusivamente em Jesus para a salvação?
Terça-feira, 04 de janeiro Ano Bíblico: Gn 12-15 Jesus é o nosso CampeãoJesus é o nosso Campeão
3. Compare 1 Samuel 8:19, 20 e Hebreus 2:14-16. O que os israelitas procuravam em um rei e como esses anseios foram satisfeitos em Jesus?
1 Samuel 8:19 Porém o povo não atendeu à voz de Samuel e disse: Não! Mas teremos um rei sobre nós. 20 Para que sejamos também como todas as nações; o nosso rei poderá governar-nos, sair adiante de nós e fazer as nossas guerras.

Hb 2:14 Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, 15 e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida. 16 Pois ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão.

Os israelitas queriam um rei para ser seu juiz e líder na batalha porque se esqueceram de que Deus era seu rei. A restauração completa do governo de Deus sobre Seu povo aconteceu com Jesus. Como nosso Rei, Jesus nos lidera na batalha contra o inimigo.
Hebreus 2:14-16 descreve Jesus como o Campeão dos fracos seres humanos. Cristo enfrenta e derrota o diabo em um combate solo e nos livra da escravidão. Essa descrição lembra a batalha entre Davi e Golias. Depois de ungido rei (1Sm 16), Davi salvou seus irmãos da escravidão ao derrotar Golias. Os termos do combate determinavam que o vencedor escravizaria o povo da outra parte (1Sm 17:8-10). Assim, Davi foi o campeão de Israel. Ele representou a nação.
4. Leia Isaías 42:13 e 59:15-20. Como Yahweh é descrito nessas passagens?
Is 42:13 O SENHOR sairá como valente, despertará o seu zelo como homem de guerra; clamará, lançará forte grito de guerra e mostrará sua força contra os seus inimigos.

Is 59:15 Sim, a verdade sumiu, e quem se desvia do mal é tratado como presa. O SENHOR viu isso e desaprovou o não haver justiça. 16 Viu que não havia ajudador algum e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve. 17 Vestiu-se de justiça, como de uma couraça, e pôs o capacete da salvação na cabeça; pôs sobre si a vestidura da vingança e se cobriu de zelo, como de um manto. 18 Segundo as obras deles, assim retribuirá; furor aos seus adversários e o devido aos seus inimigos; às terras do mar, dar-lhes-á a paga. 19 Temerão, pois, o nome do SENHOR desde o poente e a sua glória, desde o nascente do sol; pois virá como torrente impetuosa, impelida pelo Espírito do SENHOR. 20 Virá o Redentor a Sião e aos de Jacó que se converterem, diz o SENHOR.

Hb 2:14-16 faz referência ao fato de Deus ter livrado Israel em um combate solo. Observe a passagem de Isaías: “Mas assim diz o Senhor: ‘Certamente os presos serão tirados do valente, e o despojo do tirano será resgatado, porque Eu lutarei contra os que lutam contra você e salvarei os seus filhos’”(Is 49:25).
Como cristãos, muitas vezes pensamos que lutamos sozinhos contra Satanás. Quando lemos Efésios 6:10-18, vemos que, sim, estamos em combate com o diabo, mas Deus é nosso Campeão e vai para a batalha antes de nós. Somos parte de Seu exército, e é por isso que temos que usar Sua armadura. Além disso, não lutamos sozinhos. O sujeito em Efésios 6 é plural. Nós, como igreja, pegamos a armadura e lutamos juntos atrás de nosso Campeão, o próprio Deus.
Ef 6:10 Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. 11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; 12 porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. 13 Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. 14 Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. 15 Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; 16 embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. 17 Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; 18 com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos.

O que significa vestir a armadura de Deus? Em nossa luta diária com o eu, a tentação e outros desafios, como podemos nos valer do poder divino, que nos permite ser fiéis?
Quarta-feira, 05 de janeiro Ano Bíblico: Gn 16-19 Jesus é nosso Sumo SacerdoteJesus é nosso
Sumo Sacerdote

Hebreus 5–7 apresenta uma segunda função de Jesus. Ele é nosso Sumo Sacerdote. O autor explica que isso cumpre uma promessa que Deus havia feito ao prometido Rei davídico, de que Ele seria “Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Sl 110:4, conforme citado em Hb 5:5, 6).
Sl 110:4 O SENHOR jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.

Hb 5:5 Assim, também Cristo a si mesmo não se glorificou para se tornar sumo sacerdote, mas o glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei; 6 como em outro lugar também diz: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.

5. Leia Levítico 1:1-9; 10:8-11; Malaquias 2:7; Números 6:22-26 e Hebreus 5:1-4. Quais eram as funções que o sacerdote cumpria?
Lv 1:1 Chamou o SENHOR a Moisés e, da tenda da congregação, lhe disse: 2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando algum de vós trouxer oferta ao SENHOR, trareis a vossa oferta de gado, de rebanho ou de gado miúdo. 3 Se a sua oferta for holocausto de gado, trará macho sem defeito; à porta da tenda da congregação o trará, para que o homem seja aceito perante o SENHOR. 4 E porá a mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação. 5 Depois, imolará o novilho perante o SENHOR; e os filhos de Arão, os sacerdotes, apresentarão o sangue e o aspergirão ao redor sobre o altar que está diante da porta da tenda da congregação. 6 Então, ele esfolará o holocausto e o cortará em seus pedaços. 7 E os filhos de Arão, o sacerdote, porão fogo sobre o altar e porão em ordem lenha sobre o fogo. 8 Também os filhos de Arão, os sacerdotes, colocarão em ordem os pedaços, a saber, a cabeça e o redenho, sobre a lenha que está no fogo sobre o altar. 9 Porém as entranhas e as pernas, o sacerdote as lavará com água; e queimará tudo isso sobre o altar; é holocausto, oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOR.

Lv 10:8 Falou também o SENHOR a Arão, dizendo: 9 Vinho ou bebida forte tu e teus filhos não bebereis quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações, 10 para fazerdes diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo 11 e para ensinardes aos filhos de Israel todos os estatutos que o SENHOR lhes tem falado por intermédio de Moisés.

Ml 2:7 Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens procurar a instrução, porque ele é mensageiro do SENHOR dos Exércitos.

Nm 6:22 Disse o SENHOR a Moisés: 23 Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel e dir-lhes-eis: 24 O SENHOR te abençoe e te guarde; 25 o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; 26 o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz.

Hb 5:1 Porque todo sumo sacerdote, sendo tomado dentre os homens, é constituído nas coisas concernentes a Deus, a favor dos homens, para oferecer tanto dons como sacrifícios pelos pecados, 2 e é capaz de condoer-se dos ignorantes e dos que erram, pois também ele mesmo está rodeado de fraquezas. 3 E, por esta razão, deve oferecer sacrifícios pelos pecados, tanto do povo como de si mesmo. 4 Ninguém, pois, toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão.

Os sacerdotes eram designados para representar os seres humanos e mediar seu relacionamento com Deus e com o que Lhe pertence. Os sacerdotes eram mediadores. Isso acontecia em qualquer sistema de sacerdócio, judeu, grego, romano ou outro. Os sacerdotes tornavam possível nosso relacionamento com Deus, e o que eles faziam tinha por objetivo facilitar a relação entre o povo e o Senhor.Eles ofereciam sacrifícios em nome do povo, visto que o povo não podia trazer esses sacrifícios a Deus pessoalmente. Os sacerdotes sabiam como oferecer um sacrifício “aceitável” para que as ofertas fossem agradáveis a Deus ou para que proporcionassem purificação e perdão.
Os sacerdotes também ensinavam a lei de Deus ao povo. Eles eram especialistas nos mandamentos divinos e responsáveis por explicá- los e aplicá-los.
Por fim, também tinham a responsabilidade de abençoar em nome de Yahweh. Por meio deles, Deus mediou Sua boa vontade e propósito benéfico para o povo.
No entanto, em 1 Pedro 2:9, vemos que nós, crentes em Jesus, somos chamados de “sacerdócio real”. Essa função implica privilégios incríveis. Os sacerdotes podiam se aproximar de Deus no santuário. No presente, podemos nos aproximar de Deus por meio da oração com confiança (Hb 4:14-16; 10:19-23). Existem também responsabilidades importantes. Devemos colaborar com Deus em Sua obra de salvar o mundo. Ele quer que ensinemos e expliquemos Suas leis e preceitos aos outros e que ofereçamos sacrifícios de louvor e boas obras que O agradem. Que privilégio e que responsabilidade!
1 Pe 2:9 Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

Hb 4:14 Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. 15 Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. 16 Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.

Hb 10:19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, 21 e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, 22 aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. 23 Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel.


Somos o “sacerdócio real” de Deus. Isso deve fazer diferença em nossa vida?
Quinta-feira, 06 de janeiro Ano Bíblico: Gn 20-22 Jesus é Mediador de uma aliança superiorJesus é Mediador de
uma aliança superior

Hebreus 8–10 focaliza a obra de Jesus como Mediador de uma nova aliança. A antiga era simplesmente um prenúncio das coisas boas que viriam. Suas instituições foram projetadas para prefigurar e ilustrar a obra que Jesus faria no futuro. Assim, os sacerdotes prefiguravam Jesus, mas eram mortais e pecadores, incapazes de oferecer a perfeição que Jesus ofereceu. E eles ministravam em um santuário que era “figura e sombra” (Hb 8:5) do santuário celestial.
Jesus ministra no verdadeiro santuário e nos dá acesso a Deus. Os sacrifícios de animais prefiguravam a morte de Jesus como sacrifício em nosso favor, mas o sangue deles não podia limpar a consciência. Contudo, a morte de Cristo purifica a consciência para que possamos nos aproximar de Deus com ousadia (Hb 10:19-22).
Hb 10:19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, 21 e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, 22 aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura.
6. Leia Hebreus 8:8-12. O que Deus prometeu na nova aliança?


Hb 8:8 E, de fato, repreendendo-os, diz: Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá, 9 não segundo a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os conduzir até fora da terra do Egito; pois eles não continuaram na minha aliança, e eu não atentei para eles, diz o Senhor. 10 Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 11 E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior. 12 Pois, para com as suas iniqüidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei.

Ao nomear Jesus como nosso Sumo Sacerdote, o Pai inaugurou uma nova aliança que cumpre o que a antiga podia apenas antecipar. A nova aliança oferece o que somente um Sacerdote humano-divino perfeito e eterno é capaz de entregar. Esse Sumo Sacerdote não apenas explica a lei divina, mas a implanta no coração. Ele apresenta um sacrifício que nos traz perdão, nos limpa e transforma o nosso coração de pedra em um coração de carne (Ez 36:26). Ele de fato nos recria (2Co 5:17). Esse Sacerdote nos abençoa da maneira mais incrível, dando-nos acesso à presença do próprio Pai.
Deus projetou a antiga aliança a fim de apontar para a obra de Jesus no futuro. Era linda em seu modelo e objetivo, porém alguns não entenderam seu propósito. Por não querer deixar os símbolos, as sombras, e abraçar as verdades indicadas por eles, perderam os benefícios maravilhosos que o ministério de Jesus lhes oferecia.
“Cristo era o fundamento e a vida do templo. Os cultos realizados nele simbolizavam o sacrifício do Filho de Deus. O sacerdócio foi estabelecido para representar o caráter mediador e a obra de Cristo. Todo o plano do culto sacrifical era uma representação da morte do Salvador para redimir o mundo. Não haveria eficácia nessas ofertas quando se consumasse o grande acontecimento para o qual haviam apontado por séculos” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 165).
Sexta-feira, 07 de janeiro Ano Bíblico: Gn 23-25 Estudo adicional
Apesar de todas as verdades boas e promissoras contidas no livro de Hebreus, há também uma série de advertências cujo clímax está nos capítulos 10–12.
Essas seções têm pelo menos dois elementos em comum. Primeiro, comparam a geração do deserto aos leitores de Hebreus. Segundo, nos exortam a ter fé.
A geração do deserto viu o poder divino por meio de sinais e maravilhas na libertação do Egito. Também ouviu Deus falar do Monte Sinai os Dez Mandamentos, viu a coluna de fogo à noite e a nuvem protetora durante o dia, comeu o maná, o pão do Céu. Também bebeu água que brotava das rochas onde quer que acampasse. Porém, quando chegou à fronteira da terra prometida, não confiou em Deus. Ela carecia de fé, que é a essência do que Deus requer. “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6).
Segundo Paulo, como a geração do deserto, estamos na fronteira da terra prometida (Hb 10:37-39). No entanto, nossos privilégios e responsabilidades são maiores. Não ouvimos Deus falar no Sinai, mas vimos nas Escrituras uma maior revelação divina no Monte Sião: Deus em carne (Hb 12:18-24). Teremos fé? O autor nos incentiva a seguir o exemplo de uma lista de personagens, que culmina com Jesus.
Hb 10:37 Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará; 38 todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma. 39 Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma.

Perguntas para consideração:

1 Jesus é o nosso Campeão, que vai antes de nós na batalha contra o diabo. Como podemos lutar unidos atrás do nosso Campeão? O que impede essa unidade? De que maneira Satanás enfraquece a igreja? Como ele enfraqueceu Israel no passado?

2 Somos uma comunidade de sacerdotes sob a direção divina. De que forma sua igreja local pode oferecer melhores sacrifícios de louvor e boas obras a Deus?

3 Nossa situação é semelhante à da geração do deserto pouco antes de tomar posse da terra prometida? Que lições podemos aprender com as semelhanças?

Respostas e atividades da semana:

1 Que Deus adotou Jesus como Seu Filho, estabeleceu Seu trono para sempre e O assentou à Sua direita

2 O Rei prometido seria adotado como Filho de Deus, teria descanso de Seus inimigos e construiria um templo para Deus em Sião.

3 Queriam um rei que os governasse e saísse adiante deles nas suas guerras. Jesus nos socorreu, nos livrou da morte eterna e venceu o diabo.

4 Como um Guerreiro que luta para fazer justiça e vingar Seus filhos.

5 Oferecia sacrifícios pelos pecados tanto do povo como os seus próprios; representava o povo perante Deus; ensinava a Lei ao povo; abençoava o povo em nome do Senhor.

6 Prometeu imprimir Sua lei na nossa mente e a inscrever no nosso coração, bem como usar de misericórdia para conosco e esquecer nossos pecados.


Notas de Ellen G. White (Indisponível)




















Auxiliar Resumo da Lição 2 ESBOÇO Como observamos na semana passada, os primeiros cristãos do NT leram Hebreus como uma carta do apóstolo Paulo. Estritamente falando, porém, o escritor da carta aparenta ser anônimo. Isso gerou um debate que deu origem a pelo menos 13 possíveis candidatos à autoria, como Lucas, Barnabé, Judas, Estêvão, Priscila e Áquila, Apolo ou mesmo Maria, a mãe de Jesus. Quanto a isso, o que se pode inferir com segurança são quatro fatos:

Em primeiro lugar, o autor deve ter sido bem instruído. Hebreus tem, de longe, o melhor grego do NT.

Segundo, o autor estava familiarizado com os métodos judaicos de interpretação das Escrituras, como gezerah shavah (“argumento por analogia”) e outras técnicas semelhantes.

Terceiro, o autor conhecia bem as Escrituras Judaicas. Hebreus tem o uso mais extenso de citações do Antigo Testamento (AT).

Quarto, o autor conhecia Timóteo (Hb 13:23). Todos esses fatos falam em favor, e não contra, a autoria paulina. Certamente, o autor optou por permanecer anônimo por motivos não revelados. O anonimato pode até sugerir que sua mensagem seja mais importante do que sua identidade. Ao mesmo tempo, seríamos negligentes se deixássemos de reconhecer que Ellen G. White atesta a autoria paulina do livro de Hebreus. Seguindo em frente com fé nessa revelação divina, ao longo das lições iremos nos referir ao autor como Paulo.

Temas da lição

A lição da semana enfatiza dois temas: O primeiro é “Cristo nosso Rei”, e o segundo é “Cristo nosso Mediador”.

COMENTÁRIO

Cristo nosso Rei

O primeiro capítulo de Hebreus pode ser resumido em uma curta declaração bíblica: Cristo é “superior aos anjos” (veja Hb 1:4). O segundo capítulo pode ser resumido nesta declaração: Cristo Se tornou “menor do que os anjos” por um tempo (veja Hb 2:9). O que queremos responder em nosso estudo é: O que torna Jesus superior aos anjos e O eleva à posição de Rei?

“Antigamente, Deus falou, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, mas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também fez o Universo” (Hb 1:1, 2). Paulo quis mostrar ao seu público, e a nós, que Deus falou e ainda fala. Ele falou em diferentes períodos de tempo “antigamente” e fala “nestes últimos dias”. Sua mensagem tem diferentes destinatários: os “pais” e “nós”. Ele fala por meio de diferentes agentes: os “profetas” e o “Filho”. Deus fala “de muitas maneiras”.

Quais são algumas de Suas vias de comunicação? Deus falou face a face com Adão e Eva (Gn 3); falou com Moisés no meio de uma sarça ardente, algo que chamamos de teofania, uma revelação divina (Êx 3:2-6); a Balaão por meio de um jumento (Nm 22:28); ao menino Samuel, chamando-o pelo nome (1Sm 3:10); a Elias em voz mansa e suave (1Rs 19:12); a Isaías por meio de uma visão no templo (Is 6:1-9); e a Oseias por meio de suas circunstâncias familiares (Os 1:2). Todos esses modos de comunicação têm algo em comum: são incompletos.

Sua declaração final e culminante é apresentada “nestes últimos dias”, quando Ele fala por meio de Seu “Filho”. Deus não falou apenas por meio das palavras de Jesus; mas também por meio das ações Dele e do Seu caráter. A revelação divina é progressiva, porém não é de verdadeiro para mais verdadeiro, de maduro para mais maduro. Em vez disso, é um movimento para a frente e contínuo em Sua revelação de Si mesmo à humanidade. Ao falar por meio das palavras e ações de Jesus, o próprio Deus é quem fala.

Imediatamente após a menção do Filho, Paulo fez sete afirmações sobre Ele (Hb 1:2-4) que O elevam muito acima de qualquer anjo. Primeiro, Cristo é constituído “Herdeiro de todas as coisas” (Hb 1:2). Se Ele é o Herdeiro principal, Seus seguidores serão coerdeiros com Ele e “hão de herdar a salvação” (Hb 1:14). Com base no tema da herança, os primeiros cristãos afirmaram que Cristo, por meio de Sua ressurreição e exaltação, recebeu uma herança celestial compartilhada com Seus seguidores. “O vencedor herdará estas coisas” (Ap 21:7). Da mesma forma, a Bíblia afirma que “os injustos não herdarão o Reino de Deus” (1Co 6:9, 10).

Em segundo lugar, Cristo foi o Agente da criação do Pai “pelo qual também fez o Universo” (Hb 1:2). Cristo, como Herdeiro, não é apenas o Agente do tempo do fim (escatológico), por meio de quem Deus fala nestes últimos dias, mas também o Agente da criação (protológico). A função protológica do Filho aponta para Sua vitória escatológica. João confirma isso implicitamente ao dizer que “todas as coisas foram feitas por Ele, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1:3).

Terceiro, Cristo “é o resplendor da glória de Deus” (Hb 1:3). Algumas versões da Bíblia preferem a tradução “o brilho da glória de Deus” (NTLH). Além disso, Cristo é “a expressão exata do Seu Ser” (Hb 1:3). O termo grego para “expressão exata” [charact?r] indica uma marca impressa em um objeto, especialmente em moedas. Ambas as descrições de Jesus como o “brilho” de Deus e como a “expressão exata” mostram que Ele é a representação completa e adequada do divino. Os dois compartilham a mesma “expressão do ser”. O que Paulo transmite nesse texto é sinônimo do que Jesus testifica: “Quem vê a Mim vê o Pai” (Jo 14:9). Não há melhor revelador de Deus do que Jesus Cristo. Se quisermos saber quem é Deus, devemos conhecer Jesus.

Quarto, “sustentando todas as coisas pela Sua palavra poderosa” (Hb 1:3). Cristo não apenas falou e coisas vieram à existência, mas Ele sustenta as coisas em existência por Sua palavra poderosa.

Quinto, Cristo fez “a purificação dos pecados” (Hb 1:3). Aquele que foi o instrumento da atividade criativa de Deus é também o instrumento de Sua atividade salvífica, purificando o arrependido de seus pecados. O autossacrifício de Cristo purifica “nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!” (Hb 9:14).

Sexto, Cristo, depois de realizar Sua obra expiatória, “assentou-Se à direita da Majestade, nas alturas” (Hb 1:3). Essa posição é uma alusão direta ao Salmo 110:1, citado no final do primeiro capítulo: “Sente-se à Minha direita, até que Eu ponha os Seus inimigos por estrado dos Seus pés” (Hb 1:13). Jesus disse ao Sinédrio em Seu julgamento estas mesmas palavras: “verão o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso” (Mt 26:64).

Sétimo, Cristo Se tornou “tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles” (Hb 1:4). Quanto Cristo é superior em relação aos anjos? Essa pergunta é respondida na sequência de citações seguintes (ver Hb 1:5-14). Cristo merece adoração (Hb 1:6), ao contrário dos santos anjos, que não aceitam ser adorados (Ap 19:10; 22:8, 9); Cristo tem um trono e um cetro (Hb 1:8); Ele foi ungido Rei (Hb 1:9); criou os céus e a Terra (Hb 1:10) e está assentado à direita de Deus (Hb 1:13). A frase “Tendo Se tornado tão superior aos anjos”, nesse contexto, aponta para a cerimônia de entronização, conforme a lição de domingo.

Em resumo, o que torna Cristo superior aos anjos? Deus falou de muitas e diferentes maneiras aos pais no passado, mas, nestes últimos dias, Ele fala por meio do Filho, que Se tornou Herdeiro de todas as coisas, é o Criador de todas as coisas, é o reflexo e a marca do próprio Deus, sustenta todas as coisas, fez a purificação dos pecados e sentou-Se à destra de Deus. Assim, Cristo é exaltado acima dos anjos e é superior a eles, que são espíritos ministradores a serviço daqueles que herdam a salvação (Hb 1:14). Além disso, Ele é adorado em Seu trono à direita de Deus. Cristo é nosso Rei.

Cristo nosso Mediador

Um mediador é alguém que se interpõe entre duas partes para chegar a um acordo ou estabelecer um relacionamento. No judaísmo, Moisés é o mediador principal da aliança do Sinai (Gl 3:19, 20). Nas epístolas pastorais, Paulo disse que há “um só Mediador entre Deus e a humanidade, Cristo Jesus” (1Tm 2:5). Hebreus afirmou: Jesus “é também Mediador de superior aliança” (Hb 8:6), ou “Mediador da nova aliança” (Hb 9:15; 12:24). Surgem, então, duas perguntas: (1) O que é essa aliança em Hebreus? (2) Por que a nova aliança é melhor?

Sobre a primeira pergunta, a aliança em Hebreus se refere a um acordo vinculante, um acordo entre suas partes. Paulo falou sobre a aliança antiquada e envelhecida (Hb 8:13) e a nova ou superior aliança (Hb 7:22; 8:6). Com a primeira, Deus estabeleceu um sistema de sacrifícios, sacerdotes levitas e cerimônias (Hb 5:1-4). No entanto, a perfeição moral não poderia ser alcançada por meio desse sacerdócio, pois ele era fraco e ineficaz (Hb 7:11, 18). Por que a perfeição moral não podia ser alcançada? Porque o sangue de touros e bodes não podia tirar os pecados humanos (Hb 10:4). Por que a primeira aliança era fraca e ineficaz? Porque os sacerdotes eram mortais e, portanto, finitos (Hb 7:23). Além disso, os sacerdotes precisavam apresentar sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados antes de poderem sacrificar pelos pecados do povo ao qual representavam (Hb 5:3). Assim, a primeira aliança era falha e se tornou obsoleta com a chegada do sacrifício superior de Cristo e de Seu sacerdócio.

Sobre a segunda pergunta: na segunda aliança, Deus não escolheu um mero sacerdote mortal, mas Aquele que vive para sempre (Hb 7:24). Não havia mais ofertas de touros e bodes que nunca poderiam tirar os pecados do povo. Cristo Se ofereceu uma vez por todas (Hb 7:27; 9:14; 10:12). Ele veio para remover o pecado por meio de Seu próprio sacrifício (Hb 9:26) e limpar a consciência das obras mortas (Hb 9:14). Essa é a razão pela qual a segunda aliança é qualitativamente superior. Cristo é o Mediador dessa aliança superior, nova e melhor. Cristo é nosso Mediador.

APLICAÇÃO PARA A VIDA

Perguntas para reflexão

1. Se Deus falou no passado, mas também fala no presente, como Ele fala com você? Como você distingue Sua voz de outras “vozes” que competem por sua atenção?

2. Se somos coerdeiros do reino de Deus com Cristo, como devemos avaliar as coisas transitórias deste mundo?

3. Se Cristo sustenta todas as coisas com Sua palavra poderosa, como Ele tem sustentado você em circunstâncias difíceis?

4. Ouça o hino “De Jesus a Doce Voz” (Hinário Adventista do Sétimo Dia, 541). Preste atenção especialmente ao refrão e reflita sobre o que realmente significa ter Cristo como nosso Mediador.


Informativo (Indisponível)



Comentário Lição da Escola Sabatina nº 2/1ºT/2022 Lição da Escola Sabatina
nº 2/1ºT/2022

Autor: Adriani Milli Rodrigues
Editoração: André Oliveira Santos
andre.oliveira@cpb.com.br
Revisora: Josiéli Nóbrega

Você já conversou com alguém desanimado? Em geral ficamos incomodados com a situação emocional da pessoa e tentamos levar motivação ao coração aflito, não é mesmo? Mas como você encoraja um rosto abatido? Que tipo de mensagem você usa para isso?

A lição anterior destacou que, dada à condição da audiência imediata de Hebreus, o objetivo da carta é motivar os crentes à perseverança da fé diante do desafio assolador das perseguições. Mas, para atingir esse objetivo, qual seria o conteúdo primordial da epístola? Que tema seria capaz de combater o crescente risco de desânimo dos crentes? A essência da mensagem de Hebreus pode ser resumida em uma única palavra: Jesus. A profundidade com a qual a epístola elabora seu ensino sobre Jesus Cristo, especialmente à luz da perspectiva do Antigo Testamento, nutre a fé dos crentes e desperta a esperança deles em meio às tribulações.

Ao passo que a mensagem de Hebreus contém uma profunda construção doutrinária sobre a pessoa e a obra de Jesus Cristo, a epístola não é apenas um tratado teórico. Antes, essa mensagem tem um propósito prático. O apóstolo considera que ele escreveu o conteúdo da carta “de forma bem resumida” e que o que foi escrito é, de fato, uma “palavra de exortação” que precisa ser ouvida pacientemente pelos crentes (Hb 13:22).

Portanto, a mensagem de Hebreus é eminentemente pastoral, que intencionalmente necessita se fundamentar em profundas ideias doutrinárias e teológicas sobre Jesus Cristo. Em outras palavras, a carta aos Hebreus nos ensina que a mensagem pastoral prática não pode existir sem um sólido fundamento teológico e que, ao mesmo tempo, a elaboração teológica não pode existir como um fim em si mesma, mas com um propósito pastoral prático para abençoar as pessoas.

A expressão “palavra de exortação”, ou de “ânimo” (NTLH), que também traduz adequadamente a noção de encorajamento do termo grego parákl?sis, de Hebreus 13:22, é utilizada no Novo Testamento para se referir a um sermão (At 13:15; veja também 1Tm 4:13). O vocábulo parákl?sis aparece 29 vezes no Novo Testamento e transmite a ideia de exortação, encorajamento, apelo, consolação, conforto. O maior número de ocorrências se encontra em 2 Coríntios, onde o termo é usado 11 vezes (1:3-7; 7:4, 7, 13; 8:4, 17). Ele também aparece em Lucas (2:25; 6:24), Atos (4:36; 9:31; 13:15; 15:31), Romanos (12:8; 15:4, 5), 1 Coríntios (14:3), Filipenses (2:1), 1 Tessalonicenses (2:3), 2 Tessalonicenses (2:16), 1 Timóteo (4:13) e Filemon (7). Em Hebreus, parákl?sis ocorre 3 vezes (6:18; 12:5; 13:22), sendo que seu uso em 13:22 é bastante significativo, pois qualifica o conteúdo da epístola em sua totalidade como uma mensagem de encorajamento.

De acordo com Hebreus 8:1, a mensagem da carta possui um ponto principal, que funciona como uma síntese fundamental do que foi exposto até esse verso, e esta ideia principal da mensagem se refere a Cristo: “Ora, o essencial das coisas que estamos dizendo é que temos tal Sumo Sacerdote, que Se assentou à direita do trono da Majestade nos Céus.” O termo grego kefálion, que significa ponto principal, é traduzido como “o essencial” (NAA, ARA). A NVI traduz o início desse verso da seguinte forma: “O mais importante do que temos dito é […]”. Já a Bíblia de Jerusalém traduz assim: “O tema mais importante da nossa exposição é este […]”. À luz desse verso, podemos dizer que o ponto essencial, ou de maior importância, da mensagem de Hebreus se concentra em Jesus Cristo, particularmente o Cristo que hoje está no Céu. Ele é o princípio de todo encorajamento, a razão e a fonte da nossa perseverança em meio às dificuldades da vida.

Existem duas qualificações cristológicas essenciais que são destacadas em Hebreus 8:1. A primeira é explicitamente declarada: Jesus Cristo é nosso Sumo Sacerdote. A segunda não menciona explicitamente o termo específico, mas sua descrição é suficientemente clara: Jesus é Rei, visto que Ele “Se assentou à direita do trono da Majestade nos Céus”. Portanto, Sumo Sacerdote e Rei são as duas qualificações principais de Jesus Cristo na mensagem de encorajamento de Hebreus.

A estrutura literária do livro de Hebreus é bastante útil para a visualização dessas duas qualificações cristológicas. Diferente de outras epístolas, que tendem a realizar uma discussão teológioco-doutrinária na primeira parte da carta para depois, na segunda parte, traçar implicações práticas para a vida cristã, Hebreus habilidosamente intercala em vários momentos seções de exposição doutrinária com apelos pastorais práticos. Mais especificamente, os dois temas primordiais de exposição doutrinária são a superioridade real de Jesus Cristo (1:5-14; 2:5-18) e a Sua superioridade Sumo Sacerdotal (5:1-10; 7:1–10:18).

Na elaboração desses dois temas cristológicos, vários conceitos do Antigo Testamento são particularmente significativos. Porções sobre o reino davídico (1:5-14) são lidas de um ponto de vista messiânico no contexto da entronização celestial de Cristo, por ocasião de Sua ascensão. A figura de Melquisedeque, especialmente no Salmo 110:4, é usada, dentre vários pontos de comparação tipológica, para a compreensão da combinação das funções de Rei e Sacerdote no Cristo exaltado (5:1-10; 7:1-28). Nos capítulos 8–10 de Hebreus, as discussões tipológicas sobre santuário e ofertas sacrificais realizadas no contexto do sacerdócio levítico são fundamentais para a apresentação de noções acerca da única oferta de Cristo e Sua mediação no santuário celestial. Aliás, a imagem da mediação de Cristo como Rei-Sacerdote celestial é delineada a partir de reflexões tipológicas acerca da mediação de Moisés no Pentateuco e entendida à luz da inauguração da nova aliança, conforme vislumbrada em Jeremias 31:31-34. Enquanto esses conceitos são brevemente mencionados aqui, eles serão explicados em mais detalhes em lições futuras, pois constituem a essência da exposição doutrinária de Hebreus como um todo.

Curiosamente, embora a ênfase primordial de Hebreus acerca do reinado e sacerdócio de Cristo seja a sua realidade celestial, a epístola também ressalta a situação prévia de Sua encarnação e sofrimentos terrestres, que são absolutamente necessários para a adequada compreensão de Sua exaltação celestial. Em outras palavras, Sua vitória celestial não é distante da realidade terrestre, mas teve início no que a lição de terça-feira chama de “combate solo”, tendo em vista Sua vida humana perfeita (4:14-16), Sua morte sacrifical (2:14-16) e Sua vitória na ressurreição, que recebe as honras confirmatórias na ascensão celestial.

A vitória de Cristo oferece um exemplo para a nossa vitória, resguardadas as devidas proporções da nossa própria esfera, e constitui, sobretudo, a fonte da nossa vitória, uma vez que Ele atua como nosso Mediador celestial como Rei-Sacerdote. Você deseja vencer por meio Dele? Essa é a essência da mensagem de Hebreus.

Conheça o autor dos comentários para a Lição deste trimestre: Adriani Milli Rodrigues é o coordenador da graduação em Teologia no Centro Universitário Adventista de São Paulo. Possui doutorado (Ph.D) em Teologia Sistemática na Andrews University (EUA) e mestrado em Ciências da Religião pela UMESP. Natural do Espírito Santo, ele trabalha no Unasp desde 2007. É casado com a professora Ellen e tem uma filha, a Sarah, de 7 anos.